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Testando positivo para “nossos craques” | por Murilo Vischi

A idealização da carta aberta aos nosso craques foi totalmente inspirada no projeto do Paulo Leal Sampaio, meu amigo (conterrâneo da amada e charmosa Espírito Santo do Pinhal – SP, interior do estado paulista) design e publicitário que teve a sacada de homenagear os profissionais que estão trabalhando incessantemente para o combate à COVID-19. Paulo desenvolveu os uniformes dos times da “linha de frente”, fazendo analogias com as expressões utilizadas no futebol como “time entrando em campo”, “jogando junto” entre outras.

Não demorou para que o projeto ganhasse exposição na mídia, além do belo insight, mídias esportivas estão tendo que se reinventar com a paralização do calendário das modalidades.

Estava então, elaborada uma relação ganha-ganha, o trabalho ganhou destaque em sites e mídias como: 90min, Escola THE360, e etc… além de “viralização” nas redes com compartilhamentos e o próprio apoio de divulgação do pessoal das áreas homenageadas (saúde, serviços básicos, polícia, bombeiros, garis, entre outros).

Quando a Sports Network (associação de profissionais da área do esporte, independentes, que realizam eventos próprios e/ou de parceiros, bem como programas de voluntariados entre outras atividades) tomou conhecimento do projeto, foi lançado um desafio interno para que o projeto fosse levado adiante: “Como conseguiríamos conectar ainda mais, encontrar o elo entre os profissionais que estão “jogando por nós” na linha de frente com todas as demais áreas impactadas, inclusive a nossa do Setor Esportivo?”  essa foi a provocação e a pergunta a ser respondida, daí surgiu a idéia de realizar essa Carta Aberta aos craques de título: “Testando Positivo para nosso craques”. Segue abaixo a carta, bem como o vídeo:

Essa é uma carta aberta às “Martas e Cristianes” aos “Pelés”, “Ronaldos”, aos “Romários”, não os deuses, mas os de carne e osso, os da vida real, os do dia a dia que enfrentam todas as dificuldades, condução, distâncias…para dar o melhor de si, com paixão, com vibração, com amor, para mudar o jogo, para fazer diferente, para ver o seu semelhante feliz.

Aos nossos algozes, “Paulos Rossis”, “Zidanes” , “Robbens”, “Kloses” e “Hazards”, fiquem sabendo que foi doloroso, foi triste, doeu…como doeu, mas passou…ficamos em casa, tristes, sem vontade de nada, sem querer ver ninguém, choramos…é…mas ficou o aprendizado, muito obrigado. Agora, estamos juntos nessa e utilizando os ensinamentos.

Aos profissionais da saúde, os da linha de frente como um todo que estão trabalhando incessantemente por nós (policias, bombeiros, garis, entre outros, perdão por não conseguir citar todos, mas o agradecimento é real) e em especial nós do ramo esportivo, os que vão além, que são aficcionados pela incerteza, pela imprevisibilidade, os arquitetos e amantes desse grande espetáculo, faça chuva, faça sol, neve, protestos, vocês estão sempre lá. É essa paixão, esse brilho no olhar que os une, essa obsessão em atingir os objetivos. Esse olhar predatório, de encarar o adversário, de ter a certeza, veja bem, o “desdém” de saber que o outro lado “não vai te ganhar”, de ser duro na queda, de não ceder nem um pouco; é não se esconder, é ter coragem de pedir a bola quando ela queima, é “dar em mim”, é sobre chamar o jogo, sobre ler e antecipar qualquer movimento adversário, é sobre o carrinho na lateral, é sobre a catimba para ganhar tempo, é sobre pensar o jogo, pensar no time, sobre o espírito esportivo, é ter a adrenalina e a consciência tranquila de deixar tudo em campo e não ter o arrependimento de não ter lutado. Quebrar as linhas, achar os espaços.

Vocês estavam lá, sim, na paixão e energia de Pelé em 58, vocês estavam lá, na auto-confiança e alegria de Garrincha em 62, sim, eram vocês no Cérebro do Dr. Tostão em 70, como me esquecer de vocês na picardia de Romário e na irreverência de Bebeto em 94, meu Deus, e no corta-luz de Rivaldo e na superação e motivação do fenômeno em 2002, sempre foram vocês, em todos os detalhes. Eram vocês na falta do Branco, vocês fizeram os gols que Pelé não fez, defenderam os pênaltis no lugar do Taffarel.

Como diria Galvão: “Olha o que vocês fizeram, olha o que vocês fizeram, olha o que vocês fizeram!”

E como forma de agradecimento por todos esses serviços incessantemente prestados, com imenso prazer afirmamos: vocês testaram positivo, vocês foram os escolhidos, vocês testaram positivo para “NOSSOS CRAQUES”!

MUITO OBRIGADO POR TUDO ATÉ AQUI, VAMOS POR MAIS!

Artigo publicado originalmente AQUI.

Murilo Vischi é natural de Espírito Santo do Pinhal, interior de São Paulo, bacharel em marketing pela Universidade de São Paulo (USP), atuante no mercado esportivo com passagens por agências de patrocínio, marcas esportivas, trabalhos voluntários nos mais variados esportes. Colaborador da Sports Network e TRACK&FIELD / TF SPORTS. Apaixonado por Esportes e Música, tentando sempre conectar suas duas grandes paixões.

Instagram: @murilo_vischi

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/murilo-vi…

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Espaço para divulgar eventos, cursos e projetos esportivos. Vamos trocar ideias sobre o funcionamento da Indústria do Esporte no Brasil, com o intuito de reunir todos os esportes, debater o momento esportivo que passamos, compartilhar cases e experiências vivenciadas e fazer esse segmento atingir um nível cada vez mais eficiente e profissional.

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