fbpx

VERDADES INCÔMODAS SOBRE O FUTEBOL FEMININO | POR MOISÉS ELIAS

 

Nos últimos anos o futebol feminino tem alcançado cenários nunca antes vistos. A modalidade vem crescendo de forma vertiginosa em vários países do mundo, inclusive aqui no Brasil.

Diferente da forma ‘varzeana’ que era conduzido até meados da primeira década dos anos 2000. Hoje, o futebol feminino consegue apresentar boas estruturas para as jogadoras dos clubes grandes do Brasil. O que ainda é pouco, mas soa como um alento e um prenúncio de que a onda irá se espalhar pelos clubes das divisões inferiores do país. 

Porém, preciso trazer verdades incômodas. Verdades comerciais que, nem mesmo os dirigentes dos clubes têm obtido coragem para expor publicamente, devido à avalanche extremista que tem tomado conta de nossa sociedade –, seja política, ideológica ou simplesmente futebolística. 

Nos últimos torneios da modalidade, em especial a Copa do Mundo disputada na França, em 2019, revelou uma união das jogadoras em torno dos vencimentos que são praticados pelos clubes e federações nacionais.

Marta e a americana Megan Rapinoe encabeçaram protestos ao longo da competição, buscando entre outras coisas, a equiparação salarial com o futebol masculino. 

Você mulher que me ler. Por favor, não me pinte como um machista patriarcal ou misógino. A verdade nua e crua, é que o futebol feminino está longe de gerar o dinheiro que o futebol masculino consegue produzir. 

E, como em qualquer outra atividade comercial, o capital é o que impera. Basta olhar para os jogos do Campeonato Brasileiro da modalidade e da Copa Libertadores da América. Os estádios estão vazios, os jogos são realizados em horários completamente aleatórios e pouco comerciais.  

Isso afasta quem pode fazer a atividade se tornar rentável, os patrocinadores. Na verdade muito disso é culpa dos organizadores, ou seja: das federações. São eles quem banalizam o produto futebol feminino fazendo dele um artigo pouco valioso para que as grandes marcas possam investir. 

Nesses anos que acompanho futebol pude perceber uma coisa: Patrocínio gera visibilidade, que gera dinheiro. A equação é esta.

Não há como melhorar os salários das jogadoras, se não há dinheiro, se não há investimento. Essa é a verdade por de trás dos salários infinitamente mais baixos em comparação ao futebol masculino. 

Jornalista, graduado pela UniBH, Especializado em marketing digital. Um apaixonado pelo futebol e pelos esportes de aventura. Atualmente atua como repórter e colunista do portal de marketing esportivo Brand Bola.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *