O futuro das transmissões e a geração de conteúdo através do streaming | Por Fabio Freitas

Na coluna anterior, abordei o conceito do OTT (Over-The-TOP) e sua utilização para a geração de conteúdo exclusivo no esporte – confira aqui: https://bit.ly/2D3l9Gb

O tema é mais amplo e permite uma série de aplicabilidades. Trarei agora novos exemplos para ilustrar o potencial de geração de receitas.

Sejam todos muito bem-vindos. Tenham uma ótima leitura!

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Em 2017, a Turner Broadcasting foi a vencedora na disputa pelos direitos da Liga dos Campeões da UEFA, no entanto, o ponto principal do novo acordo era o enorme interesse na utilização do serviço de streaming como modelo de negócios.

A estratégia da emissora é disponibilizar os jogos através de um novo serviço de assinatura. Os fãs poderão acompanhar as emoções em qualquer dispositivo, não apenas no formato tradicional da TV. Não deixa de ser uma das mais recentes iniciativas de uma organização de mídia, que busca monetizar partes não utilizadas no contrato multimilionário de direitos esportivos.

O mais interessante de tudo isso é que as novidades não param por aí. Em matéria recente, a própria UEFA, já cogita a possibilidade de lançar seu serviço proprietário de OTT para complementar sua receita com direitos de transmissão.

A ideia não é competir com os canais de TV, mas, aproveitar a ampla gama de conteúdos disponíveis, como: reprise de jogos, bastidores, competições de base, futsal e futebol feminino, cujas a cobertura geralmente não têm a mesma visibilidade dos torneios masculinos. Além disso, serviria para ajudar as 55 federações que fazem parte da UEFA a aumentarem a sua visibilidade.

O esporte como produto é um fenômeno global graças à paixão e devoção de dos fãs pelos clubes, equipes e atletas. Além disso, contamos com enorme poder da mídia e elevada carga emocional envolvida em uma disputa em tempo real.

O surgimento das redes sociais e as múltiplas plataformas disponíveis ajudaram a fortalecer a relação das marcas e suas figuras esportivas com o público em geral.

Em um ambiente cada vez mais mutável e competitivo é essencial que os clubes de futebol definam claramente as suas estratégias digitais apoiadas por uma plataforma tecnológica com regras de negócios modernas e características sociais destinadas a envolver o torcedor de forma colaborativa, confiável e transparente.

Ao longo dos últimos anos, estamos vivenciando uma das maiores revoluções já presenciadas na história da humanidade, muito, em função do rápido avanço das tecnologias. A era da informação gerou impacto em todos os segmentos do mercado, incluindo a indústria esportiva.

A tecnologia pode auxiliar na promoção da marca das equipes, contribuir para a geração de novas receitas e tornar mais gratificante a experiência dos fãs de futebol. Os canais digitais revolucionaram a maneira como as pessoas se relacionam.

Através de um conteúdo relevante, que trata das dúvidas comuns do dia a dia do torcedor e apresente curiosidades que ele não pode encontrar em nenhum outro veículo de comunicação, é possível engajar uma base consumidora, sendo uma excelente oportunidade de aproximação com seu consumidor potencial.

O inglês Arsenal, por exemplo, há alguns anos lançou um produto específico para a venda de conteúdo exclusivo. Existe um programa digital para o matchdaydisponível por £2.99 por edição, £3.99 por mês ou, £39.99 anual. Este recurso era acessado pelos fãs, em uma média de 5.000 vezes por jogo.

A questão do posicionamento da marca adquire maior relevância de acordo com as características do mercado onde está inserida. O trabalho conjunto entre equipe comercial e time de marketing são essenciais para que o clube crie um conteúdo ainda mais relevante e útil para o seu torcedor-consumidor, tornando as ações de marketing cada vez mais eficientes e relevantes.

As possibilidades de utilizar conteúdo exclusivo para a geração de novas receitas apresenta um potencial incrível e deve ser cada vez mais utilizado.

Carioca, manezinho de coração, apaixonado por tecnologia e esportes. É graduado em Tecnologia da Informação, possui MBA em Gestão Empresarial pela FGV e formando da primeira turma do Programa FGV|FIFA|CIES. É co-autor do livro “Estratégia para Maximização de Receitas no Ambiente Digital em Clubes de Futebol”. Livro: https://bit.ly/2LPjV1F

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