5 Erros que você pode evitar no Marketing Esportivo

É muito comum recebermos dicas do que fazer para atingir algum objetivo. Porém, saber o que NÃO fazer também é bem importante. Evitando erros, conseguimos nos aproximar do maior número possível de acertos. Sendo assim, listei aqui CINCO erros que podem (e devem) ser evitados por você, que quer/ou já trabalha com marketing futebolístico.

1. SÓ A PAIXÃO basta para o torcedor

Ao contrário do que muitas pessoas afirmam, ter paixão não é um requisito único para fazer com que o público/torcedor continue consumindo o seu produto/time. Apesar da paixão ser um ingrediente bem importante no ambiente do marketing esportivo, é necessário entender que, quando se trata de investimento, dinheiro, o torcedor se sente, cada dia mais, como um consumidor que vai ao mercado e busca adquirir um bom produto, condizente  com o valor que ele investiu. Portanto, não “deposite todas as suas fichas” na paixão do torcedor. Trate-o como um ótimo cliente, independente da paixão que ele sente pelo clube.

2. Expor a marca SEM ATIVAR

Como profissionais que admiro bastante, Bruno Scartozzoni e Guilherme Guimarães, afirmaram uma vez: Patrocinar sem ativar é como pagar o ingresso de uma balada, entrar nela, e não interagir com ninguém lá dentro. Ou seja, você gastou, até teve uma certa visibilidade, mas não realizou nenhuma ação que te fizesse ser lembrado, comentado, conhecido. Então, não pense que patrocinar é o ápice do plano. É preciso ativar também!

3. NÃO CONHECER o próprio torcedor

Não adianta nada você criar muitas ações, conteúdos, promoções, se tudo que você estiver planejando e executando não for atingir, de forma certeira, o seu público. Criar belas cervejas artesanais para um público que não gosta de cerveja não é o ideal. Criar promoções em ambientes badalados, que são super almejados por adolescentes, para a torcida do seu time –  que tem em sua grande maioria homens e mulheres acima de 50 anos não é o ideal. Sendo assim, conheça o público do seu time, a sua torcida, o que gostam, o que não gostam, o perfil sócio-demográfico, etc. Só assim você atingirá em cheio o público que deseja alcançar. Este é um erro muito cometido pelos departamentos de marketing dos clubes. Querem atingir, mas não sabem exatamente quem.

4. AMADORISMO do meio

É necessário eliminar, de todas as formas, o amadorismo e a politicagem na gestão e marketing esportivo. O esporte, apesar de ser analisado como ambiente de lazer por muitas pessoas, é um negócio, uma forma de trabalho, que emprega e ajuda na evolução profissional de muitas pessoas. Portanto,  o conceito e a execução profissional, sem “gambiarras organizacionais”, sem benefícios para amigos e parentes, sem políticos comandando departamento de clubes de forma arbitrária, precisa ser instituído.

5. ELITIZAR o que é POPULAR

Mesmo com a evolução do esporte, e com a nova roupagem que as arenas têm, com as cifras que circulam pelo futebol, o esporte bretão ainda tem em seu DNA o conceito popular. Pode-se sim, criar espaços vip, regados à modernidades, etc. Porém, o espaço do povo, daqueles que, apesar da baixa renda, sempre separam “um troquinho” para comprar um adereço qualquer do clube, precisa estar reservado. As classes mais baixas possuem alta fidelidade às marcas, e isto é comprovado por pesquisas.


Espero que você tenha entendido cada um dos itens acima. Concorda com todos eles? Não concorda? Comente aqui abaixo. O importante é debatermos em busca da evolução da nossa indústria.

Belorizontino, graduado em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário de Belo Horizonte – Uni BH, Especialista em Gestão Estratégica de Marketing pela Una. Foco de Mercado em Marketing Digital e Esportivo.

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