Clássico hoje em dia também é digital, por Moisés de Oliveira

Jogadores de Atlético e Cruzeiro além do campo de jogo, também disputaram a bola nas redes sociais

Imagem:globoesporte

O maior clássico das Minas Gerais parece estar longe de acabar. Isto, por que nas redes sociais ele ainda tem dado o que falar. E não só pelos torcedores, que utilizam bastante as plataformas digitais para gozarem seus adversários – mas também pelos jogadores.

A polêmica começou ao longo da semana que antecedeu o jogo derradeiro do Campeonato Mineiro: o venezuelano Otero, jogador do Atlético Mineiro, provocou durante toda a semana os jogadores do Cruzeiro nas redes sociais, que, em resposta, após o apito final da partida, com a confirmação do título da Raposa, não deixaram barato e foram à caça do atleticano.O acontecimento ilustra bem o fato de que os tempos são outros, também no futebol. Nada de microfones ou lentes das câmeras para desabafo , mas sim celulares e teclados. O que torna muitas vezes o gerenciamento de crises algo surreal por parte dos clubes e das assessorias dos atletas.

Uma postagem equivocada ou mal interpretada pode custar muito caro para carreira de um jogador de futebol, em termos de imagem e também financeiramente falando, afinal, as duas coisas se conectam automaticamente.

Imagem: goal

Diferentemente dos tempos onde os assessores se preocupavam apenas com os jornais, em ter que lidar com a imagem do atleta, e gerenciá-la, a situação hoje é teoricamente mais delicada. As redes sociais têm um alcance, em alguns aspectos, mais largos do que a mídia tradicional. Elas levam o recado direto, e sem filtros.

O que talvez preocupe quem trabalhe nos bastidores das carreiras dos jogadores, seja o fato de que às vezes falte a consciência por parte deles quanto ao perigo da internet.  Quando utilizada de uma forma inadequada, ela tem o poder de manchar uma imagem.

A polêmica ocorrida entre os jogadores de Atlético e Cruzeiro, a meu ver, em nada extrapola os limites, muito pelo contrário: precisamos de mais “pimenta” em nosso futebol, de gozações, de comemorações de gols com máscaras, chapéus, gorros, lenços, coreografias… Tudo que possa resgatar um pouco da alegria do esporte betrão… Tudo dentro do que manda a política da boa vizinhança, claro.

E tudo isto, sendo bem-feito e programado pelos gestores de mídia, não passa de marketing, meu amigo!

 

Imagem destaque: onefootball

Jornalista, graduado pela UniBH, Especializado em marketing digital. Um apaixonado pelo futebol e pelos esportes de aventura. Atualmente atua como repórter e colunista do portal de marketing esportivo Brand Bola.

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