87 é de quem? Por Moisés de Oliveira

Além de travarem uma briga judicial, Flamengo e Sport duelam também no campo do marketing

Mesmo após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ocorrida em abril deste ano, que manteve o Sport como o único e legítimo campeão brasileiro de 1987, a polêmica ainda parece estar longe de acabar.

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Recentemente estive no Rio de Janeiro, e pude perceber que a cidade maravilhosa tem mais coisas em comum com o Recife, do que somente as belas praias. As camisas rubro-negras com o número 87 às costas aparecem aos montes, em uma simples caminhada pela rua. Fato inerente também nas ruas do Recife.

Em razão do imbróglio judicial que os dois clubes travam há anos, criou-se uma grande rivalidade entres as duas torcidas, e que se estende também aos seus respectivos departamentos de marketing.  Cada qual, buscando de uma forma mais ousada e criativa fazer uma referência àquele que, sem sombra de dúvidas foi o Brasileirão mais polêmico da história.

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Sob o quesito de potencial de marketing, observo o Sport levando uma vantagem considerável sobre o Flamengo. O clube da Ilha do Retiro, conta com um garoto-propaganda bastante arrojado quando o assunto é este. O meio-campista Diego Souza, principal estrela do Sport, que costuma não ser somente um mero modelo, mas também um potencial “vendedor de camisas 87´s,”. Afinal quando DS abre a boca, costuma sempre trazer alguma polêmica atrelada à sua fala.

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Pelo lado do flamengo, o marketing se limita apenas na venda de camisas com frases provocativas direcionadas ao time pernambucano como: “A verdade nós já sabemos” e “No campo”. O que vindo de uma instituição como o Flamengo, deixa muito a desejar no que se refere à exploração do ocorrido. Mesmo que o STF tenha batido o martelo, sabemos que nas arquibancadas e nas ruas; o martelo jamais será batido.

É bom lembrarmos – que os clubes brasileiros descobriram que comercializar camisas personalizadas era um negócio vantajoso apenas em meados dos anos 2000, quando essa tônica virou moda entres os clubes, que começaram a disponibilizar seus uniformes nas lojas, geralmente com o nome do craque do time. Hoje é possível na hora da compra escolher o número e o nome de qualquer jogador.

Em dias que “fazer futebol” se tornou uma tarefa exclusivamente empresarial, não identificar boas oportunidades, ou simplesmente deixá-las passarem, se consolida quase como em rasgar dinheiro.

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