O FUTEBOL NÃO É PARA POBRE?

O atual Prefeito de Belo Horizonte (Partido PHS) e ex-presidente do Clube Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, além de vetar, no dia 24 de fevereiro de 2017, o projeto que tinha a proposta de que 30% de ingressos esportivos fossem comercializados com preços populares, afirmou o seguinte:
 
“No mundo inteiro, futebol não é coisa para pobre. Doa a quem doer. Ingresso é caro em todo lugar. Torcida dividida e entrada a preço de banana estragada só existem no Brasil. O Atlético coloca ingresso a R$20 e não lota o estádio. Futebol não é publico, não é forma de ajuda social.”
 
Outra frase bem famosa de Kalil é: “Marketing é bola na casinha”. Na qual ela deixa claro a sua opinião: marketing não colabora em nada, o que importa fazer gol.
 
Conforme levantamento feito pelo Portal Superesportes, se juntar as atuais médias de público de Cruzeiro e Atlético, não é possível lotar o Ginásio do Mineirinho. Ou seja, algo está errado.
 

Alguns dados interessantes:

  • O Instituto IPSOS, em 2012, fez um levantamento de perfis de várias torcidas. Baseado em 13 grandes praças (sendo 12 Regiões Metropolitanas + O interior do Estado de SP), universo de mais 50 mi de pessoas, mais de 15.000 escutadas, o resultado constatou que quase 60% dos questionados fazem parte das classe C, D e E;
  • Em 2014, em pesquisa realizada pelo IBOPE, foi constatado que 74% da torcida do Santa Cruz-PE não recebe mais que dois salários mínimo – inclusive, o clube pernambucano lançou a bilheteria móvel, na qual um carro circulava pelos bairros mais precários para vender os ingressos diretamente ao torcedor que não tinha condições de ser sócio, pagando mensalmente;
  • Em setembro de 2015, em análise do LANCE/IBOPE, o resultado apresentado foi que: 57% dos atleticanos (MG), 61% da torcida do Cruzeiro, 66% da torcida do Corinthians e 75% dos flamenguistas têm perfil prevalecente nas classes C,D e E.

Será mesmo que o futebol não é para pobre? Será mesmo que se deixarem os estádios “reservados” apenas para os públicos mais elitizados, o futebol continuará existindo daqui alguns anos?

É importante lembrar que o perfil de torcedor que muitos dirigente pensam em afastar dos estádios, é exatamente o perfil que não deixa o clube morrer, que acompanha o time em qualquer situação, e que deixa muitas vezes de comprar produtos básicos para poder ter um dos poucos momentos de alegria e lazer: ir ao campo ver o seu time do coração jogar.

Vale a pena conhecer os movimentos de torcedores que lutam por um futebol mais democrático: O Povo do Clube, do Inter e o Resistência Azul Popular, do Cruzeiro.

E você? O que acha sobre esta situação Futebol Popular x Futebol Elitizado?

 

Belorizontino, graduado em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário de Belo Horizonte – Uni BH, Especialista em Gestão Estratégica de Marketing pela Una. Foco de Mercado em Marketing Digital e Esportivo.

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